O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu deu um passo importante na área de nefrologia ao concluir a modernização de sua Unidade de Diálise, fortalecendo o atendimento a pacientes renais de Botucatu e de toda a região. As melhorias, entregues no início de março, representam um avanço relevante tanto na estrutura física quanto na tecnologia utilizada nos procedimentos, com impacto direto na segurança, na qualidade do tratamento e na ampliação da capacidade de atendimento.

Entre as principais novidades está a implantação de um novo sistema de tratamento de água, considerado fundamental para o funcionamento seguro da hemodiálise. A unidade agora opera com tecnologia de osmose reversa de duplo passo, capaz de oferecer um padrão ainda mais elevado de pureza química e microbiológica. Na rotina hospitalar, isso significa mais proteção para os pacientes durante as sessões e um nível assistencial mais avançado.
Outro reforço importante foi a chegada de 12 novas máquinas de hemodiálise, equipadas com recursos mais modernos para o acompanhamento dos pacientes, inclusive daqueles que exigem cuidados mais complexos, como os internados em terapia intensiva. Com os novos equipamentos, o hospital ganha mais eficiência no atendimento e melhores condições para lidar com diferentes graus de gravidade clínica.
A reestruturação também abre caminho para ampliar o acesso ao tratamento. Com a nova configuração da unidade, o HC de Botucatu poderá disponibilizar até 48 novas vagas de hemodiálise, ajudando a reduzir uma das maiores dificuldades enfrentadas por quem depende desse tipo de assistência. Além disso, consultórios e espaços de atendimento foram reorganizados para melhorar o fluxo de trabalho das equipes e favorecer um cuidado mais integrado e multidisciplinar.
Durante a apresentação das melhorias, também foi reforçado o peso da doença renal crônica no cenário da saúde pública. A condição afeta cerca de 10% da população mundial e exige investimentos constantes em estrutura, equipamentos e qualificação profissional para que o atendimento acompanhe a crescente demanda.
Para os pacientes, porém, a importância dessa modernização não se resume aos aparelhos e às obras. Quem vive a rotina da diálise sabe que acolhimento e atenção fazem diferença no tratamento. A paciente Elisabete Felícia da Cruz Calcini resumiu esse sentimento ao destacar a forma como é recebida pela equipe da unidade. Segundo ela, o ambiente vai além da relação entre hospital e paciente, criando uma sensação de cuidado próximo e humano. Elisabete também relatou a experiência de acompanhar o tratamento do neto, ainda bebê, atendido no local, reforçando o papel da unidade na vida de muitas famílias da região.
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