José Dirceu esteve em Campinas neste sábado, 21 de março, e confirmou que pretende disputar uma vaga como deputado federal nas eleições de 2026. Durante a visita, o ex-ministro da Casa Civil afirmou que sua candidatura faz parte de uma estratégia política mais ampla, voltada para fortalecer a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no próximo pleito, ampliar a presença do PT em São Paulo e dar sustentação a nomes do campo aliado na disputa estadual e nacional.
Ao falar sobre o cenário local, Dirceu disse que o PT de Campinas deve lançar dois candidatos à Câmara dos Deputados. Segundo ele, os nomes colocados para a disputa são Pedro Tourinho, que já concorreu à Prefeitura de Campinas, e a vereadora Guida Calixto. Ele também citou a vereadora Mariana Conti, do PSOL, como nome para a Assembleia Legislativa dentro da composição construída com o Partido dos Trabalhadores.
Na avaliação de Dirceu, o PT precisa ampliar sua presença nas grandes cidades e nas regiões mais importantes do estado, não apenas para disputar espaço político, mas também para abrir caminho para o surgimento de novas lideranças. Segundo ele, essa renovação é necessária, principalmente com o incentivo a quadros mais jovens.
Durante a agenda em Campinas, o ex-ministro também comentou sobre a formação da chapa nacional e estadual para 2026. Ele afirmou que Geraldo Alckmin deve permanecer como vice na chapa de Lula, destacando que a aliança firmada em eleições anteriores teve peso político importante e não deveria ser alterada. Para Dirceu, Alckmin deve seguir como peça fundamental, inclusive atuando em São Paulo para fortalecer candidaturas do grupo aliado.
Ao abordar a disputa pelo Senado, Dirceu citou a ministra Marina Silva como uma possibilidade, embora tenha ressaltado que outros nomes também estão sendo considerados, inclusive fora da Grande São Paulo e mais alinhados ao centro político. A sinalização mostra que o grupo ainda trabalha na definição de uma composição mais ampla para a corrida eleitoral no estado.
Questionado sobre a sucessão de Lula no futuro e sobre uma possível ida de Guilherme Boulos para o PT, Dirceu preferiu desconversar sobre uma eventual filiação do líder do PSOL, mas admitiu que ele está entre os nomes que aparecem no debate sobre lideranças para os próximos anos. Além de Boulos, o petista citou João Campos, Camilo Santana e Rafael Fonteles como figuras que podem ganhar protagonismo dentro do campo progressista. Ainda assim, apontou Fernando Haddad como o principal nome atualmente lembrado para uma futura sucessão presidencial, sem descartar o surgimento de outras lideranças, inclusive mulheres.
A visita de Dirceu a Campinas também marcou seu retorno mais efetivo ao debate eleitoral após um longo período fora das urnas. A última vez que disputou uma eleição foi em 2002, quando foi eleito deputado federal com mais de 500 mil votos e terminou como o segundo mais votado do estado de São Paulo. Desde então, ficou afastado das disputas por causa de condenações judiciais ligadas aos casos do Mensalão e da Lava Jato. No caso do Mensalão, recebeu perdão da pena em 2016. Já as condenações da Lava Jato foram anuladas em 2024.
Mesmo reconhecendo que a política mudou bastante desde sua última eleição, com as redes sociais ganhando espaço central nas campanhas, Dirceu disse que não vê isso como obstáculo. Segundo ele, sua presença digital vem crescendo em plataformas como TikTok, Facebook e Instagram, e essa atuação deve ser uma das apostas para a corrida de 2026. Além disso, destacou que ainda conta com base eleitoral consolidada e com a militância do PT em São Paulo para entrar novamente na disputa.
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